Escolher o mobiliário de jardim de acordo com o uso que realmente se dá ao espaço

Ilustração de uma paisagem

Muitas mesas e cadeiras de jardim acabam esquecidas num canto porque foram escolhidas pelo aspeto e não pelo uso. Antes de comprar ou de mudar o que já se tem, vale a pena pensar em como o jardim é realmente usado. Come-se lá fora todos os dias ou só ao fim de semana? Há crianças a brincar por perto? Alguém gosta de ler ao fim da tarde? As respostas mudam muito o que faz sentido.

Perguntas simples antes de escolher

Comece por contar quantas pessoas se sentam normalmente e quantas vêm de visita algumas vezes por ano. Uma mesa enorme para as poucas ocasiões em que há muita gente ocupa espaço o resto do tempo. Uma mesa de tamanho médio, com cadeiras dobráveis guardadas num armário para os dias de festa, costuma ser mais prática do que uma mesa grande e fixa.

Pense também na altura e no conforto. Uma cadeira baixa e funda é ótima para ler ou descansar, mas incómoda para comer. Uma mesa de refeição precisa de cadeiras com costas direitas, ao passo que, junto a uma sebe ou a uma parede, um simples banco com almofadas chega para uma conversa. Sempre que possível, sente-se e fique ali alguns minutos antes de decidir.

O peso e a facilidade de arrumação contam mais do que parece. Móveis muito pesados dificultam a limpeza do chão e obrigam a pedir ajuda sempre que é preciso mudá-los de sítio. Móveis leves, dobráveis ou empilháveis são fáceis de guardar no inverno, mas convém confirmar que não voam com o vento. O material deve aguentar a chuva e o sol sem se estragar depressa, e a madeira, o metal e o plástico exigem cuidados diferentes.

Por último, deixe espaço livre à volta. As cadeiras precisam de ser afastadas para trás, e as pessoas têm de poder passar sem esbarrar nos vasos. Se o espaço é pequeno, escolha menos peças, mas mais versáteis. Um jardim com poucos móveis bem escolhidos convida mais a sentar-se do que um cheio de peças que ninguém usa.